Meu nome é Maria. Eu nunca tinha lido um livro na vida. Mas esta não é uma daquelas maravilhosas histórias de superação, de alguém que sempre quis, mas não tinha condições, por ser analfabeto ou não ter acesso aos livros. Não, foi tudo bem diferente.
Confesso que já nem lembro mais o porquê, mas sei que tive oportunidades e nunca me interessei. Mantinha-os bem longe de mim, aliás. Felizmente, tudo mudou há mais ou menos seis meses.
Minha sobrinha e afilhada é uma verdadeira rata de biblioteca, sempre leva um ou dois livros na bolsa, para onde quer que ela vá. Meu marido tem o mesmo gosto pela leitura, temos até uma pequena biblioteca em casa, montada por ele. Os dois foram os que mais me incentivaram esse tempo todo, sem desistir, apesar da minha resistência.
A menina, sempre muito amável, vem nos visitar toda semana, pelo menos uma vez. E, numa dessas visitas, esqueceu um livro. Acredito que tenha sido de propósito, e, se assim aconteceu mesmo, foi muito bem escolhido. Alguma coisa nele me atraía; não sei se o título, a capa, ou os dois; e assim continuou por três dias. Até que eu, finalmente, abandonei toda a minha teimosia e o peguei. Li a contra-capa e o magnetismo ficou ainda maior.
Entreguei-me, li e... Foi aí que a magia começou. Entrei num caminho sem volta. Não quis mais largar e, ao final de dois dias, tinha chegado à última página. Nada mau, para uma leitora estreiante.
Com ele descobri um novo mundo, conheci novos lugares e pessoas, dei asas à minha limitada imaginação. Descobri que sonhos, às vezes impossíveis, podem virar realidade no papel. Hoje percebo o tempo perdido, que jamais conseguirei recuperar, e agradeço todos os dias por aquele livro esquecido e por ter tido a chance de reconhecer isto.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Domingo
Aproveitando o meu dia preferido da semana, a vontade de escrever e mais uma ida ao Maracanã, escrevi o texto abaixo. Pode ser que ele tenha alguns clichês, mas julguei-os necessários.
O eu-lírico é mais um torcedor do "mais querido".
"Domingo é o pior dia da semana. Ele traz a certeza de que o recomeço de tudo está próximo. Se existir alguma relação matemática que envolva o horário do dia de domingo com o meu nível de depressão, ela, com certeza, é uma função exponencial. A cada hora, minha depressão é muito mais profunda que na passada. E, ao acordar para ir ao trabalho na segunda-feira, estou quase sempre aos cacos, mesmo que o dia anterior tenha sido de puro ócio.
Mas nem todos os domingos são dias jogados fora. Porque, como disse o Neguinho da Beija-Flor, Domingo, eu vou ao Maracanã. Vou torcer pro time que sou fã. Sim, domingo, eu vou ao Maracanã, vou torcer pro meu Mengão. Na arquibancada, é claro, que é o melhor lugar para se assistir aos jogos. Comigo não tem essa história de ir de cadeira, não, senhor.
Lá, eu me junto à massa. Esqueço todos os meus compromissos e problemas. Esqueço até quem eu sou e viro apenas mais um na multidão, apenas mais um apaixonado pelo seu time.
O momento mais esperado é o do gol, claro, e a gente se esforça do jeito que pode para trazê-lo. A gente canta, pula, grita e tenta empurrar o time para cima do adversário.
E quando ele chega... Ahhh, que alegria! A festa só aumenta e pode até ser ouvida por quem está relativamente longe.
Há quem diga que futebol é um meio de alienação (a velha política do pão e circo), que é perda de tempo e quem simplesmente não gosta. Mas, mais que a vitória, mais que os pontos ganhos, vibrar com a maior torcida do mundo, que lota o estádio naquele momento, é um prazer indescritível."
O eu-lírico é mais um torcedor do "mais querido".
"Domingo é o pior dia da semana. Ele traz a certeza de que o recomeço de tudo está próximo. Se existir alguma relação matemática que envolva o horário do dia de domingo com o meu nível de depressão, ela, com certeza, é uma função exponencial. A cada hora, minha depressão é muito mais profunda que na passada. E, ao acordar para ir ao trabalho na segunda-feira, estou quase sempre aos cacos, mesmo que o dia anterior tenha sido de puro ócio.
Mas nem todos os domingos são dias jogados fora. Porque, como disse o Neguinho da Beija-Flor, Domingo, eu vou ao Maracanã. Vou torcer pro time que sou fã. Sim, domingo, eu vou ao Maracanã, vou torcer pro meu Mengão. Na arquibancada, é claro, que é o melhor lugar para se assistir aos jogos. Comigo não tem essa história de ir de cadeira, não, senhor.
Lá, eu me junto à massa. Esqueço todos os meus compromissos e problemas. Esqueço até quem eu sou e viro apenas mais um na multidão, apenas mais um apaixonado pelo seu time.
O momento mais esperado é o do gol, claro, e a gente se esforça do jeito que pode para trazê-lo. A gente canta, pula, grita e tenta empurrar o time para cima do adversário.
E quando ele chega... Ahhh, que alegria! A festa só aumenta e pode até ser ouvida por quem está relativamente longe.
Há quem diga que futebol é um meio de alienação (a velha política do pão e circo), que é perda de tempo e quem simplesmente não gosta. Mas, mais que a vitória, mais que os pontos ganhos, vibrar com a maior torcida do mundo, que lota o estádio naquele momento, é um prazer indescritível."
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Escritora de gaveta?
Eis aqui mais um esforço para deixar de ser uma escritora de gaveta. Aliás, nem isto sou. Estou mais para "de cabeça" ou "que não escreve", porque foi sempre tão difícil... Não sou de ficar escrevendo a esmo ou como forma de terapia, para desabafar, apesar da vontade enorme de escrever, que sempre me bate.
Solução? Ora, um blog! A primeira resposta que me vinha à cabeça, todas as vezes. Assustadora, vale dizer. Escrever já me assustava; imagine, então, publicar.
Obstáculos superados, não tinha mais jeito, hora de pôr a mão na massa, na caneta e no teclado, vamos criar um blog!
"Mas que nome dar a ele?", dúvida cruel, que me acompanhou por muito tempo até que, finalmente, tive um insight e criei a minha gaveta digital.
Ainda falta resolver a questão do conteúdo, mas a idéia inicial é postar idéias e pensamentos, algo sobre os livros que eu leio, talvez, ou, quem sabe, encontrar a minha veia literária escondida.
Para ajudar a sair da gaveta:
- Nove lições para blogueiros em potencial [http://www.acessasp.sp.gov.br/html/modules/news/article.php?storyid=332]
- Série Arte de Blogar [http://www.artedeblogar.net/serie-a-arte-de-blogar/]
Solução? Ora, um blog! A primeira resposta que me vinha à cabeça, todas as vezes. Assustadora, vale dizer. Escrever já me assustava; imagine, então, publicar.
Obstáculos superados, não tinha mais jeito, hora de pôr a mão na massa, na caneta e no teclado, vamos criar um blog!
"Mas que nome dar a ele?", dúvida cruel, que me acompanhou por muito tempo até que, finalmente, tive um insight e criei a minha gaveta digital.
Ainda falta resolver a questão do conteúdo, mas a idéia inicial é postar idéias e pensamentos, algo sobre os livros que eu leio, talvez, ou, quem sabe, encontrar a minha veia literária escondida.
Para ajudar a sair da gaveta:
- Nove lições para blogueiros em potencial [http://www.acessasp.sp.gov.br/html/modules/news/article.php?storyid=332]
- Série Arte de Blogar [http://www.artedeblogar.net/serie-a-arte-de-blogar/]
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