Aproveitando o meu dia preferido da semana, a vontade de escrever e mais uma ida ao Maracanã, escrevi o texto abaixo. Pode ser que ele tenha alguns clichês, mas julguei-os necessários.
O eu-lírico é mais um torcedor do "mais querido".
"Domingo é o pior dia da semana. Ele traz a certeza de que o recomeço de tudo está próximo. Se existir alguma relação matemática que envolva o horário do dia de domingo com o meu nível de depressão, ela, com certeza, é uma função exponencial. A cada hora, minha depressão é muito mais profunda que na passada. E, ao acordar para ir ao trabalho na segunda-feira, estou quase sempre aos cacos, mesmo que o dia anterior tenha sido de puro ócio.
Mas nem todos os domingos são dias jogados fora. Porque, como disse o Neguinho da Beija-Flor, Domingo, eu vou ao Maracanã. Vou torcer pro time que sou fã. Sim, domingo, eu vou ao Maracanã, vou torcer pro meu Mengão. Na arquibancada, é claro, que é o melhor lugar para se assistir aos jogos. Comigo não tem essa história de ir de cadeira, não, senhor.
Lá, eu me junto à massa. Esqueço todos os meus compromissos e problemas. Esqueço até quem eu sou e viro apenas mais um na multidão, apenas mais um apaixonado pelo seu time.
O momento mais esperado é o do gol, claro, e a gente se esforça do jeito que pode para trazê-lo. A gente canta, pula, grita e tenta empurrar o time para cima do adversário.
E quando ele chega... Ahhh, que alegria! A festa só aumenta e pode até ser ouvida por quem está relativamente longe.
Há quem diga que futebol é um meio de alienação (a velha política do pão e circo), que é perda de tempo e quem simplesmente não gosta. Mas, mais que a vitória, mais que os pontos ganhos, vibrar com a maior torcida do mundo, que lota o estádio naquele momento, é um prazer indescritível."
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
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